Viagem ao Atacama dia 19 – Purmamarca – San Pedro de Atacama

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Depois de uma noite bem fria, fomos tomar café da manhã e nos preparar para cruzar o Paso Internacional de Jama, Fronteira entre Argentina e Chile. Nesta trecho pegaremos altitude superiores a 4000 metros acima do nível do mar.  Assim que sairmos de Purmamarca começamos a subir por por uma estrada sinuosa repleta de curvas de 180 graus. A famosa Cuesta de Lipan. Paisagens espetaculares, a cada curva uma parada para fotografias. Alem da beleza natural nos impressionava a diferença das paisagens a que estamos acostumados.

DSC01590Após uma hora de subida chegamos a um planalto a mais de 4000 metros de altitude. Temperaturas baixas, vento lateral forte que nos obrigava a pilotar com a moto inclinada para direita como se estivéssemos fazendo uma curva. De vez em quando o vento ficava de frente, me obrigando a reduzir, e a pilotar em segunda ou terceira marcha.

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Ao chegar em salinas grandes conhecemos um casal de brasileiros, O Marcus e a Graça, paulistas que também estava indo de moto a San Pedro. Batemos um papo e resolvemos seguir viagem juntos.  Meio dia paramos para almoçar em um restaurante na beira da estrada. Comidinha boa. Logo chegou outro casal de brasileiros os Edes e a Tati, também paulistas, pessoas bacanas.

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Resolvemos seguir viagem juntos a San Pedro. Após um certo tempo e ainda faltando uns 100 km para a fronteira, o vento começou a piorar. Minha moto não passava de 60 km por hora e mesmo assim tinha que andar em terceira marcha. O vento estava tão forte que quando paramos podíamos literalmente inclinar o corpo para traz e não cair. Chegou a derrubar a Harley Fat Boy do Marcus. Ele e a esposa foram pro chão.

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Não bastasse o vento começões a nevar e junto com a neve uma tempestade de areia. Os carros vinham em sentido contrário acenando e falando pra voltarmos, que pra frente estava pior. Que a fronteira estava fechada. Nos reunimos e decidimos seguir em frente.

Com muito custo chegamos a fronteira e ela realmente estava fechada desde o dia anterior devido a uma nevasca que estava acontecendo alguns quilômetros a frente. Alí era um local de poucos recursos. Só havia um posto com uma loja de conveniencia, um restaurante e uma pequena vila extremamente pobre. Formada por casinhas de barro.

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Como estava muito frio e ventando muito resolvemos entrar na loja de conveniência. Quando entramos a surpresa. Uns 10 motociclistas esperando a fronteira abrir.  Tinha vários brasileiros e até um alemão maluco. Aí virou festa, muitas piadas, rizadas fotos e histórias. Logo todo mundo já era amigo.

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Quando foi chegando a hora de de dormir ficamos sabendo que nas casinhas na vila, os proprietários costumavam alugar quartos. Fomos procurar e encontramos uma família muito simpática que nos alugou um quarto com 6 camas de solteiro, por 300 pesos o casal. Dormimos eu a Nilza, o Edes a Tati, o Marcus e a Graça.

Resolvido o problema da acomodação fomos todos ao restaurante, onde jantamos e tomamos várias cervejas. Em seguida voltamos ao “Hotel” do Sr. Primitivo. este era o nome do proprietário da casa. O noite difícil. Tinha um que roncou a noite inteira. Mas melhor que lá fora, pois estava a 2 graus negativos.

Então esse trecho de viagem terminou no Paso de Jama. Se liberarem a fronteira, amanhã chegamos a San Pedro.

 

 

 

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